Resumo do Maker Faire ‘09
Vou tentar fazer um resumo das coisas que vi aqui o Maker Faire 2009, em São Francisco.
Primeiro, acho legal explicar como eu vim parar aqui.
Pois é, sou um pouco Geek, mas não foi isso que me trouxe pra cá.
Acho que estamos num momento de reinventar, e essa feira é só sobre isso: Criar, Recriar, Tentar. Tudo bem que não é uma criação publicitária, mas é criação. É uma feira de “FAZEDORES” pessoas que criam, criam qualquer tipo de coisa, e mais que isso FAZEM. Parece lógico, mas pra eu poder ver as mais de 1000 invenções que estavam expostas aqui, elas precisaram, mas do que serem criadas, serem executadas. E elas estão aqui, prontas para serem usadas ou não, pra que as pessoas gostem ou não, mas estão prontas.
Isso parece bem simples, mas não é.
Pois num momento em que muito se fala e pouco se faz, é bom confirmar que criar é fazer, errar, acertar, mas mais do que tudo FAZER. Ter a capacidade de se reinventar mesmo! e sempre.
Ah, e sou assinante da revista Make (www.makezine.com) que faz a feira..rsrs
Bom, vou contar algumas das coisas que vi por aqui, e tentar resumir esses dois dias de feira.
O primeiro dia pode se resumir em dois eventos: o primeiro foi a apresentação ao vivo dos caras da EepyBird (www.eepybird.com) do chafaris de Diet Coke + Mentos. Todos pararam pra ver um fenômeno que começou na internet, e acho que todos aqui queriam ver na vida real. Muita gente, mesmo, é muito impressionante ver o poder de um viral aplicado na vida real.
O segundo grande evento foi a palestra do Adam Savage do MythBusters. Infelizmente eu não consegui chegar do aeroporto em tempo pra ver. Mas o tema foi “Colossal Failures”, como sobreviver e aprender com grandes fracassos. Bom só pelo tema já dá pra ter uma idéia de que foi um grande sucesso! (estou em contato com as pessoas que estavam lá, e vou pedir para eles me mandarem os vídeos. Repasso pra todos). Outra coisa bem bacana do primeiro dia foram os shows, no palco alimentado pela energia gerada por bicicletas.
No segundo dia, fui ver as invenções. Pra entender melhor, imagine um mundo entre Mad Max e Minority Report, é essa a atmosfera da feira. É de derreter o cérebro. Muita coisa junta ao mesmo tempo.
Ví desde um carro movido a lixo, passando por uma mão robótica gigante, experiências conectadas ao Twitter, cidades inteiras feitas com Lego, a clásica batalha de robôs, uma luva que ajuda na afinação e tom da voz em apresentações ao vivo, até uma impressora que imprime em ovos.
É realmente, muita coisa nova, vou demorar um tempo para digerir tudo. Mas se a criatividade é simplesmente conectar coisas (Steve Jobs), tenho muitas conexões para fazer. Porque o que ví aqui é muito, muito criativo.